segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eu fico muito feliz em cantar. É libertador.

Para cantarmos a parte responsável do cérebro usada é o lado direita e para falar o lado esquerdo. O canto, por este motivo esta sendo usado para "reconectar" alguns neurônios ao cérebro e ajudar a recuperar a fala dos pacientes com Acidente Vascular Cerebral (A.V.C.).
Segundo os pesquisadores, um estudo clínico em andamento teria mostrado como o cérebro responde a essa terapia de entonação melódica. Segundo o coordenador do estudo, o neurologista Gottfried Schlaug, da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston (E.U.A.), a terapia já está estabelecida como técnica médica. Os pesquisadores começaram a usá-la ao descobrir que pacientes vítimas de derrames que haviam ficado incapacitados de falar ainda eram capazes de cantar. O estudo apresentado por Schlaug foi o primeiro a combinar essa terapia com exames do cérebro com imagens, que mostram o que está realmente acontecendo no cérebro quando os pacientes aprendem a cantar suas palavras.
A maioria das conexões entre as áreas do cérebro que controlam os movimentos e aquelas que controlam a escuta estão no lado esquerdo do cérebro. "Mas há uma espécie de buraco correspondente no lado direito. Por alguma razão, ele não tem as mesmas conexões, então o lado esquerdo é mais usado na fala", diz Schlaug. "Se você danifica o lado esquerdo, o lado direito tem problemas em cumprir esse papel", explica.
Estudos anteriores com imagens do cérebro mostraram que essa área do canto é superdesenvolvida nos cérebros de cantores profissionais. Durante as sessões de terapia, os pacientes aprendem a colocar suas próprias palavras em melodias simples.
Os pacientes também eram encorajados a marcar cada sílaba com suas mãos. Segundo Schlaug, isso parecia ter um efeito de um marca-passo interno que tornaria ainda mais efetiva a terapia. "A música pode ser um meio alternativo para envolver partes do cérebro que não são envolvidas normalmente".

Por este motivo sou aluna a quatro meses da escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP) - a Tom Jobim (unidade Brooklin).  O Curso Livre de Apreciação Musical, com a  professora Mara Cimino, que  acontece todas as quarta-feira às 16h30, com o intuito de ampliar as oportunidades de aprendizado musical para a comunidade aposentados, dona de casa e deficiência. Este grupo até já participou de um  recital, dia 29 de junho, cantando a música cantar Minha Canção, de Chico Buarque  do músical Infantil "Os Saltimbancos".
Entrar para este grupo me fez muito bem, sinto que ainda posso voltar a falar e me comunicar como fazia antes, e eu fico muito feliz em cantar. É libertador.


Professora de música, Mara Cimino - Tom Jobim - Música do Estado de São Paulo (EMESP) e eu. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vamos à luta!

Estamos completando dez anos dos primeiros salários e férias não pagos do Jornal Gazeta Mercantil. 
A advogado de Gazeta Mercantil chamou para uma audiência de conciliação e teve a cara-de-pau de me oferecer mais ou menos 30% do valor que tenho direito e juros. É óbvio que não aceitei. Até aí nenhum problema, exceto pelo fato da juíza 26ª Vara do Trabalho achar que eu tinha que aceitar e ficou nervosinha com a minha decisão. Advogado Wladimir Durães, amiga e advogada Marta Lawson Cirne Lima e minha mãe Ana Terezinha Maia de Resende (Curadora Provisória). Apresentaram  Relatório médico de dra. Maramélia Miranda, Neorologia Clínica que relata o Acidente Vascular Cerebral (A.V.C.) com hemiparesia completa esquerda, espasticidade neste hemicorpo, que sofri a 2 anos e estou usando órteses para deambulação,  motoro grave e apresento tambem afasia (alteração da fala) .
A Associação de Funcionários, Ex-Funcionários, Prestadores de Serviço e Credores do Grupo Gazeta Mercantil (Asfunprecre) promoveram sábado (09 de junho) no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, uma manifestação contra a lentidão e a irracionalidade das várias instâncias da Justiça do Trabalho.  Cercas de 60 pessoas, o que é bastante representativo para o manifesto que, a partir dali, será levado às várias instâncias da Justiça do Trabalho em obrigar os gestores da Gazeta Mercantil – Nelson Tanure e Luiz Fernando Levy ­­­– a cumprir decisões judiciais.
Vamos a partir de agora ter um apoio formal do Sindicato dos Jornalistas à nossa causa e buscaremos destravar as execuções e liberações de recursos - como as ações da Intelig, agora Tim, de R$ 200 milhões. Pretendemos enviar documentos à Justiça do Trabalho, ao Ministério Público do Trabalho e ao próprio Ministério do Trabalho.
Vamos à luta!!!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Moço de Murilo do Curralinho.



Sei que sentirei a falta física do querido pai exemplar, Vicente Maurilo de Resende (Murilo), 76 anos, teve um Infarto Agudo do Miocárdio. Dia dezesseis de maio de 2011, de manhã foi fazer exames de sangue em Guaratinguetá, voltou para a chácara em Potim (casa dos meus pais), almoçou (Canjiquinha Mineira), e fui dormir junto com o meu pai, ele levantou para tomar banho, arrumei o seu cabelo do jeito que ele gostava com a brilhantina era “Tabu”,sentamos no sofá para ver TV. Meu querido pai deu dois suspiros, e eu estava ao seu lado tentei massagear seu peito... Mas já era hora de partir. 
Murilo nasceu em Conceição do Curralinho dos Paulas, distrito rural de Resende Costa (MG),cursou o 1º Grau. Trabalhou 50 anos na  Serveng-Civilsan S./A junto a seus amigos de infância, Pelerson Soares Penido e Vicente de Paula Penido (já falecido).
Foi sempre um exemplo de homem trabalhador e honesto, seu carinho, seu jeito de ser e acima de tudo de caráter íntegro. Será sempre inesquecível!
Meu pai sempre retorno do trabalho para casa com balas e chocolate de mim. Sempre foi me buscar nos Baile de Itaguará Country Clube em Guaratinguetá (eu, Laura, Neandra, Ana Lúcia), às 4 horas da manhã sem problema nenhum, e olha que isso foi dos meus 14 ao 18 anos.  
Esta saudade vai doer muito e por muitos e muitos anos, mas você será sempre uma lembrança alegre na minha vida. Meu papai! Te amo da sua eterna “Paula, Paulinha, neneca do papai”!
Prima Thais, pai Murilo, mãe Terezinha, Paula Maia




domingo, 29 de maio de 2011

O JEITO ALEGRE E ESPOTÂNEO DE SER MINEIRO. UAI!

Eles costumam ser calmos, amáveis e super hospitaleiros. Possuem um jeito todo especial de encantar às pessoas  e, principalmente, falar. “Uai”, “é bom  demais,  sô” e “trem” fazem parte do dialeto cotidiano desse povo.  É uma maneira suave de falar e nos envolver em seus “causos”, pois ficam conversando sobre determinado assunto.
São  conhecidos popularmente como os “come-quietos”.  Às vezes nem percebemos suas ações. Mas no final, elas sempre aparecem.  Adoram trabalhar em  silêncio. E por falar em silêncio, sempre que possível  gostam de ficar numa rede, bem longe da agitação da cidade. Barulho, apenas o da natureza e o da viola.
Na hora de trabalhar, não fogem da raia não. É um povo trabalhador, que gosta de acordar bem cedinho para contemplar o dia. Se for domingo, mais um motivo para despertar cedo.  É despertar cedo. É preciso se preparar para ir ao Mineirão ver  Clube Atlético Mineiro (Galo) e Cruzeiro Esporte Clube.
Fim de tarde nas Alterozas (como carinhosamente é chamada às Minas Gerais): é hora de tomar uma cervejinha no barzinho da esquina. E como tem bar nessa terra; um em cada esquina.
Na música, nunca se esquecem de suas raízes. Beto Guedes, Milton Nascimento,  Paulinho Pedra Azul, Lô Borges, Pato Fu, Skank, Jota Quest, traduzem essa gente. Para quem pensa que Minas é apenas mais um estado qualquer do Brasil, se esquece de Tiradendes, Aleijadinho, Tancredo Neves, Pelé e muitas outras importantes que mudaram ou vêm mudando o contexto do país.
E se a fome chegar? Não é preciso se desesperar. Em pouco tempo, a mesa se enche de pão de queijo, tutu de feijão, angú, couve, leitoa à pururuca e o tradicional queijo mineiro, nunca se esquecendo da pinguinha.
Assim são os mineiros, ricos na cozinha, na música, na política, na fala e em sua história. Fazem de sua terra, seu orgulho e mostram que para ser feliz é preciso ter simplicidade e amor.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Anjos da guarda: mãe Ana Terezinha.


Quando tive o Acidente Vascular Cerebral (A.V.C.), minha amada mãe, Ana Terezinha Maia de Resende, 73 anos, que mora no interior de São Paulo em um sítio, veio ficar em São Paulo para cuidar de mim, como já fizera uma vez voltou a trocar as minhas fraldas durante 3 mês, das  2 vezes que fiquei internada na Rede Sarah foi minha acompanhante em um lugar onde havia acompanhantes de pacientes de 20 e 40 anos. Mãe tinha tanta disposição ou mais que os acompanhantes de  20 anos passava mais de 15 horas por dia acordada ao meu lado, até os médico e enfermagem comentavam sobre sua força e disposição.
Ela é exemplo de vida, é batalhadora, é garra, é coragem, é muito alegre, sempre corre atrás do que quer e sempre consegui atingir seus objetivos.
Mãe me ensinou a ser mulher de verdade, a crescer e me tornar responsavel, a lutar pelos  direitos das diferenças, por que não temos que ser iguais, não existe uma formula para seguir, cada um faz seu caminho. Minha mãe que tem sempre uma palavra sábia e reconfortadora para me falar, e um colo acolhedor para  me dar, aquela forçona que faltava para eu me jogar atrás dos meus sonhos. É um privilégio enorme para mim trilhar a linda jornada da vida ao seu lado.

Mas o mais importante é que o meu mundo não é nada se você não estiver nele, Ana Terezinha.

Agradeço o Deus todos os dias por ser sua filha. Muita obrigada! Te amo eternamente!



terça-feira, 5 de abril de 2011

Um pouco do que já fiz...

Trabalhei durante 1 ano e 6 meses como repórter policial do Jornal ValeParaibano (O Vale). Fazia visitas em Delegacias Polícia Civil, centro, e Distrito Polícial, cinco dias na semana o distrito ficava no Jardim Indústrias e telefone para o Batalhões de Polícia Militar, em São José dos Campos, para saber das ocorrências.
Quarta-feira, 29 de julho de 1998, por volta das 11 horas telefonei para o Batalhão de policia e fui informada por um soldado feminino, que havia um assalto na agência do Banco do Brasil dentro do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Polícia esteve sob fogo cruzado
assaltantes sete homens pela portaria o Inpe. Três pessoas morreram um soldado da PM Donato Gomes Barbosa e dois assaltantes Genival César Andrade e Edmílson Albuqueque Vieira.
  
Eu e repórter-fotogrático Pedro Ivo Prates esteve sob fogo cruzado
 

"Trinta minutos de desespero e agonia... Esta foi a sensação de todas as pessoas que presenciaram o confronto de policias e assaltantes de banco na manhã de 29/07/98 no Inpe. Assim que cheguei ao local, desci do carro e comecei a correr em direção à portaria, sem saber ao certo o que o estava acontecendo. Foi quando fui advertida por um funcionário agachado no caminho.
“Volta para cá. Você que morrer?”, gritou o homem. Fui ao encontro dele e comecei a “conversar”. Nesse momento, não ouvíamos mais os tiros.
Em uma atitude repentina, levantei e resolvi me aproximar mais um pouco do confronto.  Tarde demais: o tiroteio recomeçou...
Tive tempo apenas de me jogar no chão e fechar os olhos. Levantei a cabeça apenas quando o segurança Ademir Zamperini caiu ao meu lado.
“Moça, eu to vivo!”, disse o segurança, que havia de ser libertado. Ele ainda teve tempo para pedir água e agradecer a Deus antes de entrar em estado de choque.
Realmente não sabia o que fazer. Gritava para as pessoas do outro lado da rua pedindo socorro, que veio em seguida.
Felizmente, tudo acabou... pelo menos para nós, meros espectadores da tragédia. As cenas, porém, não devem ser esquecidas tão cedo. Três pessoas morreram."
 

                                  Crédito: Pedro Ivo Prates
 
Parei de trabalhar como repórter policial depois da segunda ameaça de morte. Uma de um traficante da favela Santa Cruz, região central, e outra de um delegado, envolvimento de funcionários na facilitação de fuga no cadeião pública Putim, que eu havia feito a denuncia. Então mudei, fui para o Jornal Gazeta Mercartil, economia, finanças e negócios. Trabalhei na Gazeta Mercartil Vale do Paraíba por  3 anos e na Gazeta Mercartil de São Paulo por 2 anos. Trabalhei também como Assessora de Imprensa de cineasta Fernando Meirelles e da academia Companhia Athletica.